
Hoje fui à Paulista assistir ao novo filme do Hayao Miyazaki no cinema, Ponyo. Deveria escrever um post antes para dizer sobre o filme dele que mais gosto, A Viagem de Chihiro. Porém, precisaria ver o filme de novo para poder tentar criar um texto com maior riqueza de detalhes, como não verei o filme de novo, falarei apenas de Ponyo neste post.
Ponyo chegou atrasado ao Brasil, já foi lançado nos cinemas no exterior e também já saiu em DVD e em Blu-ray. Como todo bom filme, além de chegar atrasado está passando em um circuito extremamente restrito.
Hayao Miyazaki é considerado o mestre da animação japonesa. Suas animações são, na maioria das vezes, simples na forma, mas ricas no conteúdo. Não é a toa que a Pixar - que já citei várias vezes aqui como sendo o melhor estúdio em atividade atualmente- se deu o trabalho de fazer homenagem ao filme mais famoso deste incrivel diretor.
Na simples história, um garoto, Sosuke, conhece uma peixinha, chamada Ponyo. Esta "peixinha" porém, é filha de um grande feiticeiro do mar, feiticeiro este que possui a capacidade de manter o equilibrio da natureza atráves da força do oceano. Quando Ponyo conhece o garoto estabelece rapidamente uma amizade sincera com ele, contudo o contato com o humano faz o tal equilibrio natural entrar em colapso. Cabe a Ponyo e Sosuke, atráves da sinceridade de sua relação, restaurar este equilibrio.
De fato é uma história muito simples, mas que ganha o espectador pelas lindas imagens. A animação foi toda desenhada com aquarela pelas próprias mãos de Hayao Miyazaki. O resultado, são cores vibrantes durante toda a projeção do desenho. Nós, os espectadores ocidentais do desenho, provavelmente acharemos muito do que é demonstrado ali fora de lógica, sem sentido, mas tudo ali é feito de forma coesa dentro dos padrões de um filme fantasioso; ninguém pede veracidade em um filme que se apresenta desde o começo como sendo nada mais que uma fantasia, e ainda por cima, infantil. Á partir dai refleti um pouco sobre o papel da animação atualmente. E percebi que o perfil das crianças que assistem a esses filmes mudou muito. Um exemplo claro é a comparação de dois clássicos atuais da Disney: A Princesa e o Sapo tentou resgatar o tradicional desenho, com a princesa, o príncipe e o bruxo. A bilheteria não foi péssima, contudo, não foi exorbitante como era com os clássicos de 10 anos atrás. Em contra partida, Toy Story 3, com todas as suas cenas de ações extremamente elaboradas, história densa, faz um sucesso estrondoso.
Neste meio todo entra Hayao Miyazaki, como um defensor de uma tradicionalidade que aos poucos se perde. Importante ressaltar que não deve ocorrer o fim da modernização da animação, muito pelo contrário, porém aquela sinceridade que percebiamos ao ver Rei Leão é continuamente trocada por filmes que buscam apenas o dinheiro, como Shrek Para Sempre. Por isso que a aparição de um personagem do mestre japonês em um filme da Pixar é relevante. A maior contribuinte de criatividade e dinheiro para o estúdio que já foi a fábrica de sonhos do mundo não exita em mostrar que apesar da computação, do roteiro sofisticado, a riqueza sincera de detalhes, a tradição da animação infantil ainda existe.
Por fim, nessa salada de reflexão sobre animações infantis eu percebi também que é o segundo post que falo sobre a infância. Talvez, seja a sensação do fim desse primeiro semestre como um importante divisor de águas. A idéia concreta de que com a faculdade vem ainda mais responsabilidades, e junto com essa idéia a nostalgia de uma época muito mais tranquila, a infância. Depois deste semestre tudo realmente será diferente.
Neste ponto, entra a minha jornada para assistir ao filme na Paulista. A idéia de usar o metrô, de me ver sozinho naquela que é a maior avenida do país, cercado pelos prédios, traz a tradicional sensação de ser pequeno diante do mundo. Em contra partida, trouxe uma sensação muito forte de estar por minha própria conta, de ter que me virar para poder encontrar o lugar que eu queria ir. A trajetória do cursinho, de estudar para poder entrar em uma boa faculdade não deixa de ser muito diferente. Feliz e contente por ter começado bem minhas férias de três semanas eu tento me renovar para o corrido segundo semestre. Prometo ser este o último post sobre transição.
Ponyo chegou atrasado ao Brasil, já foi lançado nos cinemas no exterior e também já saiu em DVD e em Blu-ray. Como todo bom filme, além de chegar atrasado está passando em um circuito extremamente restrito.
Hayao Miyazaki é considerado o mestre da animação japonesa. Suas animações são, na maioria das vezes, simples na forma, mas ricas no conteúdo. Não é a toa que a Pixar - que já citei várias vezes aqui como sendo o melhor estúdio em atividade atualmente- se deu o trabalho de fazer homenagem ao filme mais famoso deste incrivel diretor.
Na simples história, um garoto, Sosuke, conhece uma peixinha, chamada Ponyo. Esta "peixinha" porém, é filha de um grande feiticeiro do mar, feiticeiro este que possui a capacidade de manter o equilibrio da natureza atráves da força do oceano. Quando Ponyo conhece o garoto estabelece rapidamente uma amizade sincera com ele, contudo o contato com o humano faz o tal equilibrio natural entrar em colapso. Cabe a Ponyo e Sosuke, atráves da sinceridade de sua relação, restaurar este equilibrio.De fato é uma história muito simples, mas que ganha o espectador pelas lindas imagens. A animação foi toda desenhada com aquarela pelas próprias mãos de Hayao Miyazaki. O resultado, são cores vibrantes durante toda a projeção do desenho. Nós, os espectadores ocidentais do desenho, provavelmente acharemos muito do que é demonstrado ali fora de lógica, sem sentido, mas tudo ali é feito de forma coesa dentro dos padrões de um filme fantasioso; ninguém pede veracidade em um filme que se apresenta desde o começo como sendo nada mais que uma fantasia, e ainda por cima, infantil. Á partir dai refleti um pouco sobre o papel da animação atualmente. E percebi que o perfil das crianças que assistem a esses filmes mudou muito. Um exemplo claro é a comparação de dois clássicos atuais da Disney: A Princesa e o Sapo tentou resgatar o tradicional desenho, com a princesa, o príncipe e o bruxo. A bilheteria não foi péssima, contudo, não foi exorbitante como era com os clássicos de 10 anos atrás. Em contra partida, Toy Story 3, com todas as suas cenas de ações extremamente elaboradas, história densa, faz um sucesso estrondoso.
Neste meio todo entra Hayao Miyazaki, como um defensor de uma tradicionalidade que aos poucos se perde. Importante ressaltar que não deve ocorrer o fim da modernização da animação, muito pelo contrário, porém aquela sinceridade que percebiamos ao ver Rei Leão é continuamente trocada por filmes que buscam apenas o dinheiro, como Shrek Para Sempre. Por isso que a aparição de um personagem do mestre japonês em um filme da Pixar é relevante. A maior contribuinte de criatividade e dinheiro para o estúdio que já foi a fábrica de sonhos do mundo não exita em mostrar que apesar da computação, do roteiro sofisticado, a riqueza sincera de detalhes, a tradição da animação infantil ainda existe.
Por fim, nessa salada de reflexão sobre animações infantis eu percebi também que é o segundo post que falo sobre a infância. Talvez, seja a sensação do fim desse primeiro semestre como um importante divisor de águas. A idéia concreta de que com a faculdade vem ainda mais responsabilidades, e junto com essa idéia a nostalgia de uma época muito mais tranquila, a infância. Depois deste semestre tudo realmente será diferente.
Neste ponto, entra a minha jornada para assistir ao filme na Paulista. A idéia de usar o metrô, de me ver sozinho naquela que é a maior avenida do país, cercado pelos prédios, traz a tradicional sensação de ser pequeno diante do mundo. Em contra partida, trouxe uma sensação muito forte de estar por minha própria conta, de ter que me virar para poder encontrar o lugar que eu queria ir. A trajetória do cursinho, de estudar para poder entrar em uma boa faculdade não deixa de ser muito diferente. Feliz e contente por ter começado bem minhas férias de três semanas eu tento me renovar para o corrido segundo semestre. Prometo ser este o último post sobre transição.

5 comentários:
Não gostei muito desse texto não...mas...
Luucas :) Gostei bastante da sua reflexão sobre os filmes de hoje e as crianças..impressionante ver como o dinheiro e o lucros são capazes de mudar e influenciar tantas coisas!
Essas férias vieram em boas horas mesmo, um divisor de águas..temos que voltar renovados, firmes e fortes pro segundo semestre..na mesma sala de novo, hehe! e, ano que vem, onde sempre queríamos estar desde o princípio! ^^
obrigada pelo comentário lá no blog, vou ver se consigo te seguir aqui!
beijãão! :)
Adorei o post, sério :)
Me identifiquei muito com as idéias que foram expostas!
Achei teu blog nos comentários do blog do Gian e sei lá, fiquei com vontade de comentar rs.
Principalmente porque eu assisti Ponyo e queria entender pq é um filme idolatrado e tão respeitado. Então é pela simplicidade da história? Não entendo.
"S." fiquei feliz com o comentário. Obrigado!
Gosto muito do diretor Hayao Miyazaki, depois que assisti Chihiro e descobri que Totoro era dele comecei a procurar por outros filmes dele também. Assisti Princesa Mononoke e Laputa, filmes que gostei demais mas que ainda não tinham me encantado como Chihiro e Totoro. Minha vontade de ver algo dele no cinema era muito, sobretudo por saber que as imagens de seus filmes são muito bonitas. Ponyo foi o primeiro dele que vi no cinema e me encantou bastante, talvez, por ter esse status de "primeiro filme". A história é muito simples, acredito eu, feita muito mais para crianças do que para adultos, tanto é que o filme foi proibido por ele de passar em festivais de cinema. O que mais me fez gostar foi justamente a plasticidade do filme, os detalhes, e como disse no post, a sinceridade que tudo no filme me passa. É uma visão bem pessoal, mas é por esse motivo que gosto.
Obrigado mais uma vez. Visite sempre.
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