
Estava assistindo ao filme Up - Altas Aventuras. Me impressiona cada vez mais como a Pixar consegue fazer filmes, de certa forma simples, mas extremamente enriquecidos. A coragem - já muito discutida - de fazer um filme de animação com um protagonista velho é pouco perto do que o filme trata.
Para mim, o mais legal da Pixar é o fato de eles não terem vergonha de continuar fazendo filmes infantis. Porque, venhamos e convenhamos, depois de Os Incriveis e Wall-e a Pixar entrou definitivamente em uma seleta lista de grande realizadora de filmes, filmes esses considerados clássicos imediatos, e, de certa forma, com temáticas desenvolvidas de uma forma bem adulta, ainda que o filme tenha o corpo de uma criança. A seriedade de Wall-e nas suas longas cenas sem diálogos - exaltando o espaço solitário de Kubrick - e as comédias simples e - ao mesmo tempo, políticas de Chaplin - poderiam ser o tratado cinematográfico final de que dali para frente a Pixar realizaria filmes de cunho muito mais artístico, e ficaria, portanto, presa nessa premissa de estúdio de arte.
Eis que em mais uma animação anual, a nova parte criativa da Disney lança um filme que em menos de meia hora nos faz ir do riso ao choro. E poderia muito bem se sustentar em cenas lindas ao som das músicas de Michael Giacchino, mas ele pretende ser fantástico, pois ainda é uma animação, e não pretende ser real, pois não foi feito para isso.
Talvez, seja isso que falta em muitos filmes atuais, que tentam ser extremamente bem conceituados em suas temáticas. São filmes sério demais, que se levam a sério demais. Por isso, entre tantos outros motivos, a Pixar é invejável. Se é para falar da velhice, que seja usando balões coloridos.

4 comentários:
Amei!!
quero ler mais...
beijoos
Gostei da sua analise Sr.
hehe
mais ainda num vi o filme ..
abraços
Dentro de algumas heresias cinematográficas minhas está o fato de não ter assistido UP ainda.
Mas, referente ao histórico da Pixar, principalmente a Wall-e, só tenho que concordar. A Pixar é uma das empresas que mais leva a sério a questão da criança eterna, sem que seja um fator excludente de maturidade e criticidade. Quero ler mais.
Esse filme é realmente muito bom!
Adorei o blog! depois passa lá pra me visitar!!
beijo!!
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ou
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Beijo!
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