Como se não bastasse a ansiedade do momento havia um mosquito. Sim, um mosquito, um nome científico aqui seria mais apropriado, pois já li em algum lugar que mosquito, na verdade, não é mosquito. Mas, que seja, não escrevo agora para saber nomes específicos, digito pois um maldito mosquito entrou pela janela do quarto, nestes dias quentes, e resolveu ficar. Óbvio, encontrou um local para se abrigar das frias madrugadas da cidade e, ainda melhor, com alimento pelas próximas 12 horas.
Assim, enquanto durmo, ou tento, ele resolve atacar. Voa por entre as cobertas se esgueirando das rugas das mesmas e finalmente chega na orelha. O que acontece para ele querer tanto voar pela orelha? Eu não faço a mínima ideia, mas ele parece que faz questão de bater suas asas ali. O que era para não ter som nenhum, devido ao tamanho ínfimo que possui, consegue produzir um som tão ensurdecedor na calma, tranquila e esmagadoramente quieta madrugada. Eu acho que o maldito sabe que tem esse poder, ele sabe que apesar de ser pequeno possui o dom de irritar os seres humanos com o seu barulho infernal.
Não bastasse a raiva que o barulho traz, bem como as retiradas constante de sangue durante a noite, o mosquito estabelece um jogo psicológico ainda mais insano na sua vítima da madrugada. Acontece que o ódio pelo barulho é de tal monta tão grande que a vítima fica na expectativa que o mesmo volte a soar em seu tímpano. Na calada da noite, em que os sons das ruas resolveram se aquietar nas sombras, aquele "zzzzzzz" tão próximo do ouvido assume um caráter tão cruel que acaba por querer ser evitado pela vítima a qualquer custo. Sendo assim, tampa-se a orelha com o cobertor, mas a mesma esquenta, mais um incomodo. Em seguida, tenta-se tampa-la com o braço, porém a posição se torna desconfortável depois de um tempo; muda-se de posição, mas o maldito pode voltar a atacar mesmo ali. Oras, o que fazer então?
Não bastasse a raiva que o barulho traz, bem como as retiradas constante de sangue durante a noite, o mosquito estabelece um jogo psicológico ainda mais insano na sua vítima da madrugada. Acontece que o ódio pelo barulho é de tal monta tão grande que a vítima fica na expectativa que o mesmo volte a soar em seu tímpano. Na calada da noite, em que os sons das ruas resolveram se aquietar nas sombras, aquele "zzzzzzz" tão próximo do ouvido assume um caráter tão cruel que acaba por querer ser evitado pela vítima a qualquer custo. Sendo assim, tampa-se a orelha com o cobertor, mas a mesma esquenta, mais um incomodo. Em seguida, tenta-se tampa-la com o braço, porém a posição se torna desconfortável depois de um tempo; muda-se de posição, mas o maldito pode voltar a atacar mesmo ali. Oras, o que fazer então?
Nada, a vítima, neste momento, está fadada a escutar o barulho do mosquito novamente, a qualquer momento, no próximo segundo, e a neura só tende a crescer. Desta forma, a merecida noite de sono cede ao receio do som do mosquito voltar a acontecer, o mosquito se torna o rei da cadeia alimentar durante a noite. Pois além de conseguir encher a pança, irá subjugar a noite inteira o maior predador da Terra, impedindo-o que durma e recupere suas energias para fazer o que deve ser feito no dia seguinte.
Não há outra solução, deve-se comprar um veneno, um repelente, uma luz daquelas de queimar mosquitos. Qualquer arma letal produzida por algum ser humano que passou por esse jogo psicológico e precisou se livrar dele alguma noite, para poder dormir em paz.
Eu, sinceramente, acho que o mosquito aqui pode assumir uma postura metafórica para os problemas que nos afligem na hora do sono, se alguém estiver lendo isso aqui pode interpretar como quiser. Meu problema mesmo é a falta de sono que o maldito mosquito do meu quarto me proporcionou. Acendi as luzes e liguei o computador para ver se ele aparece, quem sabe não possa mata-lo logo de uma vez.
