sexta-feira, 8 de março de 2013

O Primeiro Mês


Pois, e então...
Já faz um mês que estou em Coimbra, infelizmente não pude postar há um bom tempo no blog. Os trabalhos antes da viagem ocuparam minha cabeça, depois tudo o que tive que resolver em Coimbra (e ainda estou resolvendo) e, por último, os trabalhos da Unifesp novamente estão ocupando minha cabeça. A verdade é que deveria estar fazendo eles neste exato momento, mas sinceramente, não estou conseguindo me concentrar. Terminarei no domingo (um deles). 

A verdade é que Coimbra está sendo, provavelmente, uma das maiores lições que tive em minha vida. As primeiras semanas já me fizeram procurar um quarto, ao mesmo tempo que morava em uma casa que não era minha, o que impede qualquer pessoa de se sentir confortável, de ter aquele local aconchegante para voltar após um dia cansativo. O que eu percebi é que em um mês de Coimbra aprendi mais do que em uma boa parte da minha existência. Independente de como as aulas na Universidade transcorrem, se elas são melhores do que as Unifesp ou não, se estou treinando outra língua ou não, o que de fato está importando aqui é a adaptação que meu cérebro está sendo obrigado a fazer neste período.
Certa vez li em um blog de um grande professor que tive que a ação de viajar é por si só um grande empreendimento para o cérebro. Isso porque ao sair do aconchego do lar, da família, da sua comida, da sua língua (em certos casos), você se obriga a transformar toda uma visão de mundo que tinha. O seu cérebro é obrigado a entender toda uma nova situação que vai começar a partir daquela viagem. É uma reestruturação do indivíduo impressionante. O que estou querendo dizer não é que a pessoa muda a personalidade ao realizar um intercâmbio, muito pelo contrário, essa personalidade provavelmente será reafirmada, o que digo aqui é a necessidade de você se confrontar com situações que vão te obrigar a descobrir potencialidades ou fraquezas suas que você nem imaginava que existiam.

Algo que não imaginava que fosse me impactar tanto é a comida. Parece algo banal, mas realmente não é. Estou percebendo aqui o quanto a alimentação que você está acostumado faz parte da sua construção enquanto indivíduo de uma nação. A saudade do Brasil aumenta conforme aumenta a minha vontade de comer feijão, bife, ou qualquer carne que não seja a carne de porco (a carne que mais comem aqui em Portugal). Algo simples que parece ser potencializado longe de casa, haha. 
Enfim, como fiquei muito tempo sem postar acabei esquecendo de alguns detalhes interessantes. Ao mesmo tempo, resolvi colocar todos os meus primeiros sentimentos deste primeiro mês aqui, o que tornou este texto bastante desorganizado, apenas mais um amontoado de ideias. Sinto que conforme for terminando os trabalhos da Unifesp que ainda faltam estarei mais disponível para aproveitar mais tudo o que essa experiência está me proporcionando. Meu cérebro continua ligado com Osasco e com as obrigações de lá. Talvez eu ainda não esteja aproveitando 100% tudo isso aqui. Mas o tempo parece estar passando rápido demais. Tenho a impressão que este será o ano mais rápido da minha vida. 

De qualquer forma, de uma coisa eu tenho certeza. Coimbra é uma das cidades mais bonitas que já estive.