
Lembro como se fosse hoje a primeira vez que ouvi a palavra Orkut. Obviamente, na hora meu cérebro associou a palavra ao Yakult (coisa que meus pais fazem até hoje). Custou pra entender o que era essa bendita rede social, aliás eu nem fazia idéia do que era uma rede social. Minha internet na época ainda era discada, entrava na internet pra usar o bate-papo do Harry Potter na Uol.
O Orkut foi mais uma moda. No começo, entrar no orkut era sinônimo de status (pelo menos para mim, que não era nem um pouco popular), você só fazia parte da "Rede Social" se recebesse um convite por email. Pronto, estava feito o objetivo de todos os pré-adolescentes da sexta série, encontrar amigos que já tivessem o bendito do Orkut para que mandassem o bendito do convite para você e, assim, você faria parte da incipiente High Society da internet.
Me mandaram o convite e fiz o Orkut. Scraps, comunidades, adicionar amigos, depoimentos. Tudo fazia parte do êxtase da pré-adolescência. A tela azul era o panteão do jovem. Quem não se lembra da febre de criar comunidades para os amigos? "Amamos o Lucas", "Eu conheço o Pedro", "A Maria é legal". E as pessoas disputavam quem tinha mais comunidades homenageadas. Também houve a época de colecionar scraps, seguido dos contestadores "Eu não coleciono scraps, pois não ligo para números!". Ai veio a febre de apagar os scraps, e sempre na página de recados das pessoas as frases "Lido, Apagado e se possível respondido!". Como se na sua idade você não tivesse tempo para responder as pessoas...caramba, você ficava o dia todo no Orkut!
Outras febres se seguiram, pedir depoimentos, marcar fotos, ter 1.000 amigos e fazer outro orkut só pra ter o prazer de colocar no seu "quem sou eu" o link do perfil 2 (algo que eu nunca tive a oportunidade de fazer). Parecia que a rede social estava mais que fixada no imaginário popular dos adolescentes.
No entanto, os usuários de 14 anos (que aliás, mentiam pra entrar, já que no Orkut só podia entrar maiores de 18) cresceram. O Google, propriétario da rede, até tentou atualiza-lô aos tempos modernos. Com o aumento da popularidade do Facebook e do Twitter, tentaram unir o melhor dessas duas redes no bom e velho Orkut. Retiraram a obrigatoriedade do convite, permitiram a utilização de outras cores nos perfis, aumentaram o número de fotos que poderiam ser colocadas nos albúns. Infelizmente, não deu certo, cada vez mais os fóruns das comunidades e as páginas de scraps ficam desertas.
A época do azul e rosa passou. Todos crescemos e migramos para a rede social do bilionário mais jovem do mundo, que até filme já ganhou. À primeira vista o Facebook parece mesmo mais atraente, é moderno, ágil e fácil. Algo que o Orkut muitas vezes não era. Porém, sentirei falta dessa rede que marcou a minha adolescência. Era inevitável que um dia ele perdesse seu posto, ainda mais em um mundo em que os gostos se unificam (o Orkut só era maioria no Brasil e na Índia, no resto do mundo o MySpace e o Facebook sempre foram os preferidos). Sinal dos tempos da globalização.
Sou exemplo da massa. Curtiram agora uma frase minha aqui no Facebook e eu fui correndo ver.
Resta esperar e ver o que substituirá a rede do Zuckerberg.
O Orkut foi mais uma moda. No começo, entrar no orkut era sinônimo de status (pelo menos para mim, que não era nem um pouco popular), você só fazia parte da "Rede Social" se recebesse um convite por email. Pronto, estava feito o objetivo de todos os pré-adolescentes da sexta série, encontrar amigos que já tivessem o bendito do Orkut para que mandassem o bendito do convite para você e, assim, você faria parte da incipiente High Society da internet.
Me mandaram o convite e fiz o Orkut. Scraps, comunidades, adicionar amigos, depoimentos. Tudo fazia parte do êxtase da pré-adolescência. A tela azul era o panteão do jovem. Quem não se lembra da febre de criar comunidades para os amigos? "Amamos o Lucas", "Eu conheço o Pedro", "A Maria é legal". E as pessoas disputavam quem tinha mais comunidades homenageadas. Também houve a época de colecionar scraps, seguido dos contestadores "Eu não coleciono scraps, pois não ligo para números!". Ai veio a febre de apagar os scraps, e sempre na página de recados das pessoas as frases "Lido, Apagado e se possível respondido!". Como se na sua idade você não tivesse tempo para responder as pessoas...caramba, você ficava o dia todo no Orkut!
Outras febres se seguiram, pedir depoimentos, marcar fotos, ter 1.000 amigos e fazer outro orkut só pra ter o prazer de colocar no seu "quem sou eu" o link do perfil 2 (algo que eu nunca tive a oportunidade de fazer). Parecia que a rede social estava mais que fixada no imaginário popular dos adolescentes.
No entanto, os usuários de 14 anos (que aliás, mentiam pra entrar, já que no Orkut só podia entrar maiores de 18) cresceram. O Google, propriétario da rede, até tentou atualiza-lô aos tempos modernos. Com o aumento da popularidade do Facebook e do Twitter, tentaram unir o melhor dessas duas redes no bom e velho Orkut. Retiraram a obrigatoriedade do convite, permitiram a utilização de outras cores nos perfis, aumentaram o número de fotos que poderiam ser colocadas nos albúns. Infelizmente, não deu certo, cada vez mais os fóruns das comunidades e as páginas de scraps ficam desertas.
A época do azul e rosa passou. Todos crescemos e migramos para a rede social do bilionário mais jovem do mundo, que até filme já ganhou. À primeira vista o Facebook parece mesmo mais atraente, é moderno, ágil e fácil. Algo que o Orkut muitas vezes não era. Porém, sentirei falta dessa rede que marcou a minha adolescência. Era inevitável que um dia ele perdesse seu posto, ainda mais em um mundo em que os gostos se unificam (o Orkut só era maioria no Brasil e na Índia, no resto do mundo o MySpace e o Facebook sempre foram os preferidos). Sinal dos tempos da globalização.
Sou exemplo da massa. Curtiram agora uma frase minha aqui no Facebook e eu fui correndo ver.
Resta esperar e ver o que substituirá a rede do Zuckerberg.
